Lenda e cantigas do Orixa Oba

30/05 – dia do Orixa Obá

As lenda conta sobre Orixá Obá e no final tem várias cantigas para o Orixá Obá. Entre as esposas de Xangô, Obá ocupava o último posto.

Inferiorizada em relação às demais por julgar-se incompetente para cozinhar e para vestir-se com elegância, de natureza frágil e dócil, por demais condescendente, tolerava muitas coisas que a desagradavam. Foi a primeira esposa a abandoná-lo quando ele ficou desesperado por haver destruído com magia seus bens e parte de seu povo. Ao deixar a casa, sem saber para onde ir nem o que fazer, pôs-se a chorar amargamente, desfazendo-se em lágrimas até transformar-se por completo num rio – o odo Oba.

O grande estrondo verificado na confluência dos rios Oxum e Obá, é atribuído à rivalidade entre ambas. Não é orixá muito comum de se ver em uma Casa de Candomblé, normalmente existe uma ou outra filha de santo com este orixá raspado em sua cabeça (Elegun ou Iniciado).

Em seus oriki assim é evocada:

Oh Obá, mulher ciumenta, esposa de Xangô vem correndo ouvir a nossa súplica Obá, Obá, Obá Orixá ciumento, terceira esposa de Xangô Ela, que por ciúmes fez incisões ornamentais na pele Que fala muito de seu marido que anda nas madrugadas com as ayé Obá, paciente, que come cabrito logo pela manhã Obá não foi com o marido até Koso ficou para discutir com Oxum sobre comida … tomaram o marido de Obá Obá entristeceu

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